O que é reserva ovariana? Entenda como funciona a contagem dos óvulos

Publicado em 16 de março de 2026. Atualizado em 23 de março de 2026. 

A reserva ovariana é a quantidade de óvulos que a mulher possui em seus ovários em um determinado momento.

Diferente dos homens, que produzem novos espermatozoides a vida toda, as mulheres já nascem com todos os óvulos que terão e não produzem novos óvulos. Ao longo dos anos, essa reserva diminui naturalmente, tanto em quantidade quanto em qualidade.

Conhecer o seu “estoque” de óvulos é fundamental, especialmente se você pretende adiar a gestação para depois dos 35 anos.

A jornada dos óvulos

A perda de óvulos acontece de forma contínua, mesmo que você use anticoncepcional ou não ovule por outras razões, como durante a gravidez. Veja como esses números mudam ao longo da vida:

  • Ao nascer: Cerca de 2 milhões de óvulos.
  • Na primeira menstruação (menarca): Cerca de 300 a 400 mil óvulos.
  • Aos 37 anos: Cerca de 25 mil óvulos.
  • Na menopausa: menos de 1000 óvulos.

Quantidade e qualidade dos óvulos

Não é apenas o número de óvulos que cai com o passar do tempo. A qualidade também sofre um impacto significativo, principalmente após os 35-37 anos.

Óvulos de menor qualidade têm maior dificuldade de serem fecundados e apresentam um risco maior de alterações genéticas, o que influencia diretamente nas chances de uma gravidez saudável.

Como é feita a avaliação da reserva ovariana?

A avaliação da reserva ovariana pode ser feita através de dosagens hormonais ou pelo ultrassom. 

1. Hormônio anti-mulleriano (AMH)

O AMH é produzido pelos folículos ovarianos — as estruturas que guardam os óvulos. Por isso, ele é um dos indicadores mais fiéis da reserva ovariana.

  • Pode ser medido por exame de sangue em qualquer dia do ciclo menstrual;
  • De forma geral, uma reserva é considerada baixa se o AMH for menor que 1,1 ng/ml e alta acima de 3,0 ng/ml, mas devemos sempre levar em consideração a sua idade na interpretação deste exame;
  • O uso de anticoncepcionais hormonais pode “falsear” o resultado, reduzindo o valor de forma reversível. Por isso, a interpretação deve ser sempre individualizada e guiada por um especialista.

2. FSH e estradiol

O FSH (hormônio folículo-estimulante) é o sinal que o corpo envia para o ovário funcionar. Embora seja comum em rotinas ginecológicas, ele tem limitações importantes no planejamento reprodutivo.

O FSH costuma se elevar apenas quando a mulher já está muito próxima da menopausa. Ou seja: um FSH normal não garante uma reserva ovariana normal. Além disso, precisa ser colhido no início do ciclo menstrual e sofre forte influência de pílulas anticoncepcionais e outros métodos que interferem com a ovulação. 

3. Ultrassom com contagem de folículos antrais

Através do ultrassom transvaginal, conseguimos contar os folículos que estão prontos para responder aos estímulos naquele ciclo.

  • Consideramos uma reserva baixa quando visualizamos menos de 8 folículos antrais. Acima de 20, a reserva é considerada alta.
  • Assim como no AMH, o número absoluto deve ser interpretado junto com a sua idade. Dez folículos aos 25 anos possuem um significado diferente de dez folículos aos 40 anos.

Por que avaliar a reserva ovariana?

Avaliar o estoque de óvulos (através de exames como o hormônio anti-mulleriano ou a ultrassonografia com contagem de folículos antrais) é essencial para:

  1. Planejar tratamentos como a fertilização in vitro ou congelamento de óvulos;
  2. Planejar o seu futuro reprodutivo.

Existe alguma relação entre reserva ovariana e fertilidade?

A avaliação da reserva ovariana nos dá informações sobre a quantidade de óvulos, mas não nos informa sobre a qualidade destes óvulos nem sobre a chance de você engravidar naturalmente. A fertilidade de uma mulher depende de diversos outros fatores, como idade, frequência da ovulação, saúde das tubas uterinas e do útero, entre outros. 

A reserva ovariana isoladamente não nos permite dizer se você terá ou não dificuldade para engravidar espontaneamente. Uma mulher com uma reserva ovariana alta não necessariamente terá facilidade para engravidar, assim como uma mulher com baixa reserva ovariana não necessiariamente enfrentará dificuldades para conceber.

Você está planejando o seu futuro?

A avaliação da reserva ovariana pode trazer informações úteis para o seu planejamento reprodutivo. 

Quer saber como está a sua reserva ovariana ou discutir opções de preservação da fertilidade? Clique no link abaixo e agende sua consulta para saber como uma orientação especializada pode te ajudar.

Será um prazer atendê-la!

 

Dra. Carolina Kowes
Ginecologista

CRM-SP 185815 / RQE 95443 / 954431

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