Publicado em 30 de março de 2026.
A fertilidade feminina atinge seu ápice por volta dos 20 anos de idade e começa a apresentar uma queda sutil a partir dos 30 anos. No entanto, a redução se torna realmente acentuada a partir dos 35-37 anos, quando a probabilidade de gravidez por ciclo menstrual cai para cerca de 15%, chegando a apenas 5-7% aos 40 anos.
Entender esse ritmo é o primeiro passo para você planejar a maternidade com mais confiança. Confira no texto porque isso acontece e qual a chance de engravidar em cada fase da vida.
Dos 20 aos 30 anos: o corpo está no topo do potencial reprodutivo
Aos 20 anos e até o início da terceira década de vida, seu corpo está na fase mais fértil. Nesse período, a chance de engravidar a cada mês de tentativa gira em torno de 20% a 25%. É a fase em que a qualidade dos óvulos estão em seus melhores níveis.
A alta qualidade ovular nesta fase da vida faz com que esta seja também a fase ideal para considerar o congelamento de óvulos, já que esta qualidade será preservada para o futuro, caso haja necessidade.
Dos 35 aos 37 anos: a fertilidade começa a diminuir
Conforme você se aproxima dos 35 anos, a fertilidade começa a diminuir. A princípio, essa queda é discreta e a chance de gravidez por ciclo menstrual entre 35 e 37 anos é de cerca de 15%. Contudo, a partir dos 37 anos, a queda na fertilidade passa a ser mais acentuada.
Dos 37 aos 40: diminuição acentuada da fertilidade
Em um intervalo de apenas três anos, a chance de gravidez por ciclo menstrual cai de 15% (aos 37 anos) para cerca de 5% a 7% (aos 40 anos). Essa queda acontece principalmente pela queda na qualidade dos óvulos.
Além da menor qualidade dos óvulos, nessa faixa etária certas alterações uterinas que dificultam a gravidez, como miomas, pólipos e adenomiose, são mais frequentes.
Além da idade: o papel da reserva ovariana no seu planejamento
Embora a idade seja o principal parâmetro para avaliar a qualidade dos seus óvulos, existe outro fator que podemos avaliar dentro do planejamento reprodutivo: a sua reserva ovariana (ou “estoque de óvulos”).
É importante esclarecer que a queda na reserva, por si só, não é a responsável direta pela diminuição da fertilidade — a fertilidade depende da qualidade dos óvulos, que está intrinsecamente ligada à idade. No entanto, conhecer o seu estoque atual pode ser uma ferramenta útil.
Se você pretende adiar a gestação ou considera o congelamento de óvulos, este dado nos ajuda a desenhar uma estratégia realista e honesta. Neste post, eu detalho o que é a reserva ovariana e de que forma essa avaliação ajuda a personalizar o seu planejamento reprodutivo. Clique para ler.
Informação é poder: use o tempo a seu favor
Muitas pacientes chegam ao consultório após os 40 anos sem nunca terem recebido esses dados, sentindo o peso do tempo. Se você está lendo isso agora, você tem uma vantagem estratégica: a informação. Os números não servem para assustar, mas para te dar a possibilidade de planejar.
Se você sente que o momento de ser mãe ainda não chegou ou se não sabe se quer ser mãe, o congelamento de óvulos é uma tecnologia que permite guardar óvulos com a qualidade de hoje para usar no futuro.
Vamos discutir o seu planejamento reprodutivo?
O planejamento consciente é o melhor caminho para uma maternidade segura. Clique no botão do WhatsApp e agende a sua consulta. Vamos avaliar juntas as melhores estratégias para você, seja para tentar agora ou para preservar para o amanhã.
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